A Teoria e a Equação do X Discursivo

fundamentos arqueogenealógicos para a análise das condições de possibilidade do dizer — a pandemia e o cálculo bionecropolítico da palavra

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/268903.8.2-12

Resumo

A presente investigação propõe a Teoria e a Equação do X Discursivo como dispositivo arqueogenealógico de análise do discurso, articulando os aportes de Michel Foucault e Achille Mbembe. A teoria busca desvelar a incógnita (X) que estrutura os regimes de enunciação, revelando os mecanismos de poder-saber que organizam os dizeres. A Equação do X Discursivo — 𝑂𝑡 = Φ (𝑃𝑡; 𝐸𝑡. Π𝑡. 𝐴𝑡. 𝐶𝑡. 𝑆𝑡; 𝛽𝑡. 𝜈𝑡) ⇒ 𝑋 — opera como formalização matemática-metafórica capaz de sistematizar a dinâmica entre enunciados, arquivos, estratégias e intensidades biopolíticas e necropolíticas. O corpus empírico é composto por discursos do então presidente Bolsonaro (2020), no ápice da pandemia de COVID-19, analisados à luz das categorias foucaultianas (1996; 1999; 2005) de enunciado, formação discursiva, arquivo, formação dos conceitos e estratégias, arqueologia do saber, a ordem do discurso e a Biopolítica, bem como da categoria mbembiana (2018) de necropolítica/necropoder. Os resultados demonstram que, na resolução da equação, o valor de X revela-se como o núcleo necropolítico do discurso presidencial, no qual a morte é naturalizada, banalizada e até ridicularizada, instaurando verdadeiros “mundos de morte” (Mbembe, 2018). Conclui-se que a Teoria e a Equação do X Discursivo oferecem não apenas uma ferramenta inovadora para a análise crítica do discurso, mas também um paradigma para compreender como a linguagem pode operar como tecnologia de poder capaz de gerir vidas e legitimar mortes em contextos de crise sanitária e política.

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Biografia do Autor

Adriano Menino de Macêdo Júnior, UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Bacharelado em Farmácia-bioquímica pelo Centro Universitário Natalense (UNICEUNA) (2016-2021). Desde 2018, é pesquisador atuante no campo da Saúde Pública e Coletiva, investigando e produzindo diversos perfis epidemiológicos e sociodemográficos a nível nacional sobre surtos, endemias, epidemias e pandemias causadas por microrganismos de relevância para a Epidemiologia e Saúde Pública: Macêdo Júnior et al. (2018; 2019; 2020; 2021; 2022; 2023; 2024). Não apenas, cumpre notar que possui licenciatura em Letras Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) (2021-2024). Acrescenta-se que é Linguista desde 2021, atuando, pesquisando e produzindo trabalhos nas áreas de Linguística Textual e Histórica, Pragmática, Semântica, Morfologia, Fonética e Fonologia, Gramática Descritiva, Estilística e Análise do Discurso. Desde 2024, passou a unir as duas áreas Saúde Pública e Linguística Discursiva, inserindo o discurso como categoria de análise epidemiológica, ou seja, os discursos negacionistas e de ódio como problema de Saúde Pública, com a primeira publicação O discurso negacionista no desgoverno Bolsonaro como influenciador da mortalidade pela Covid-19: um paralelo entre a biopolítica e a necropolítica (2023), publicado no Boletim de Conjuntura (BOCA). Outrossim, foi bolsista PIBIC/UERN (2022/2023). De maneira adicional, é o Linguista Laureado (Suma Cun Laude) do curso de Letras Língua Portuguesa (2024), pela Faculdade de Letras e Artes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FALA/UERN). Ademais, é consultor de Trabalhos Científicos, realizando revisão ortográfica e escrita acadêmica. Além disso, tem habilidades em produção e correção de textos direcionados ao gênero acadêmico-científico, como Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), Monografias, Dissertações e Artigos Científicos. Ainda dentro da área de Linguística, é especialista em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e Estrangeira pela Faculdade Invest de Ciências e Tecnologia (INVEST) desde 2023. Por fim, é, atualmente, pesquisador no Grupo de Estudo do Discurso da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (GEDUERN).

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Publicado

2025-12-17

Como Citar

de Macêdo Júnior, A. M. (2025). A Teoria e a Equação do X Discursivo: fundamentos arqueogenealógicos para a análise das condições de possibilidade do dizer — a pandemia e o cálculo bionecropolítico da palavra. Das Amazônias, 8(2), 218–242. https://doi.org/10.29327/268903.8.2-12

Edição

Seção

Artigos