A construção de Ajuricaba e Lobo D'Almada na Historiografia de Arthur Reis e Manoel de Miranda Leão (1925-1939)
Palavras-chave:
Historiografia Amazonense, IGHA, História Intelectual, Ajuricaba, Lobo D’AlmadaResumo
Este trabalho busca analisar como as representações sobre a Amazônia foram construídas pela imprensa periódica durante a década de 1930 em Manaus. Para isso, buscamos relacionar a criação da Historiografia Amazonense com o IGHA ao processo de modernização de Manaus entendendo como a Historiografia da época se apropriou de personagens do Período Colonial Amazônico para se legitimar. Assim sendo, recorremos aos autores Arthur Reis e Manoel de Miranda Leão, ambos da elite política da época, que buscaram em sua produção historiográfica atribuir à Lobo D’Almada e Ajuricaba uma roupagem republicana. No caso de Lobo D'Almada, escolhemos como fonte uma bibliografia produzida por Arthur Reis em 1939, ao passo que para Ajuricaba escolhemos um artigo publicado e republicado na imprensa periódica entre 1925-1932 de Manoel de Miranda Leão. A Revista do IGHA de 1932 é evocada aqui primeiramente como um lugar de encontro entre as publicações de ambos e também como resultado do processo de modernização e criação de uma Historiografia pelas elites locais. Dessa forma, este artigo busca contribuir historicizando a escrita da Historiografia Amazonense ao demonstrar os interesses econômicos de Arthur Reis e Manoel Leão que adentram os textos analisados. Por fim, o texto também oferece um contraponto a esses autores ao trabalhar com o Diário de Francisco Xavier de Ribeiro Sampaio (1825) para exemplificar outros diversos significados de Ajuricaba para os indígenas Manaos no período colonial amazônico.
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