A GEOGRAFIA DO TRABALHO NO ACRE:
UMA ANÁLISE A PARTIR DOS DADOS ESTATÍSTICOS DO TRABALHO INFORMAL NO SETOR TERCIÁRIO
Palavras-chave:
Acre; Informalidade; Precarização do trabalho; Setor de serviços; Geografia do trabalho.Resumo
O sistema capitalista, diante de sua crise estrutural e sistêmica, lança mão de estratégias para se reorganizar e reestruturar seus padrões produtivos. Esse processo, vinculado ao advento do modelo neoliberal, tem impacto direto no mundo do trabalho, ocasionando sua metamorfose, desregulamentação e degradação. Assim, o mundo do trabalho configura-se pautado sobre a crescente dos trabalhadores improdutivos vinculados ao setor de serviços, que, por sua vez, tem participação cada vez maior na economia e nos indicadores de ocupação, desocupação, formalidade e informalidade. Nesse contexto, o presente artigo é o resultado final do projeto de pesquisa PIBIC e tem como objetivo esboçar um panorama do trabalho informal no setor terciário do estado do Acre. Como procedimentos metodológicos, foram utilizados: a pesquisa bibliográfica, a partir das leituras de obras que consideramos importantes, como artigos, teses e dissertações já produzidas a respeito das temáticas que envolvem nossa pesquisa; pesquisa documental, partindo da análise de outros materiais, como informações presentes em sites de notícias; e levantamento de dados sobre ocupação, desocupação e informalidade, vinculados ao setor de serviços, disponíveis em bancos de dados como: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; RAIS – Relação Anual de Informações Sociais; e CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
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