PERCEPÇÕES E IMPACTOS
A VISÃO DOS MORADORES DE BOCA DO ACRE (AM) SOBRE A REVITALIZAÇÃO DA ORLA FLUVIAL DA CIDADE
Palavras-chave:
Amazonas; Rios; Infraestrutura.Resumo
Localizada no coração da Amazônia, Boca do Acre (AM) possui o encontro do Rio Acre e Rio Purus não sendo apenas uma via de transporte, mas um elemento central de sua identidade cultural e socioeconômica. A orla fluvial da cidade, no entanto, carece de infraestrutura que potencialize seu uso como espaço de lazer, convívio e desenvolvimento sustentável, levantando debates sobre a necessidade de revitalização. Este artigo tem como objetivo analisar a percepção dos moradores de Boca do Acre quanto à revitalização da orla fluvial, identificando expectativas, preocupações e prioridades para o projeto. Por meio de um questionário semiestruturado, foram entrevistados residentes de diferentes faixas etárias, níveis de renda e profissões. Os dados foram analisados qualitativamente, com enfoque em padrões de percepção. Essa pesquisa realizada foi executada de forma não inferencial, ou seja, não conclusiva, contudo, as considerações sobre a percepção dos entrevistados serão consideradas. Os moradores demonstraram apoio unânime à revitalização, vinculando-a à melhoria da qualidade de vida e ao desenvolvimento urbano integrado. Expectativas centrais incluíram modernização de infraestruturas, ampliação de áreas de lazer e dinamização econômica, enquanto preocupações destacaram riscos de exclusão social e impactos ambientais. Prioridades apontadas enfatizaram espaços comunitários, valorização cultural e conexão simbólica com o rio, refletindo uma visão que equilibra progresso e preservação identitária. A revitalização da orla deve ser um projeto plural e adaptativo, capaz de conciliar modernização urbana, preservação ambiental e inclusão social. Para isso, é essencial adotar um modelo de governança participativa, onde as vozes das comunidades tradicionais orientem decisões sobre uso do espaço, garantindo que a orla se torne um símbolo de equidade e pertencimento na Amazônia. Essa abordagem não apenas atende às expectativas imediatas, mas assegura que o Rio Purus permaneça um legado vivo para as futuras gerações.
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