SEGREGAÇÃO E AUTOSSEGREGAÇÃO
ELEMENTOS PARA O DEBATE
Palavras-chave:
Modelos em Geografia, Segregação socioespacial, Autossegregação socioespacial, Produção do espaço, Direito à cidadeResumo
O texto aqui apresentado tem a intenção de promover um resgate teórico acerca dos temas da segregação e autossegregação a partir de referências nacionais e internacionais, buscou-se contribuir ainda mais com a discussão tão presente nos textos de geografia urbana mundo afora. O texto se organizou em cinco partes, expondo a priori uma introdução e os objetivos do texto, em seguida relembrando a escola de Chicago e sua contribuição aos estudos urbanos e então, apresenta-se os aportes oferecidos pela crítica marxista e a geografia urbana brasileira. Na seção reservada para o debate sobre a Escola de Chicago destacamos os modelos de maior impacto, desenvolvidos, respectivamente, por Ernest Burgess, Homer Hoyt, Chauncy Harris e Edwad Ullman. Além da apresentação destes modelo também discutimos as críticas direcionadas a esses modelos. Os autores da corrente Marxista foram divididos entre aqueles que trabalham o marxismo de modo mecanicista e aqueles que compreendem a complexidade do espaço urbano em suas múltiplas determinações. No que se refere ao debate entre autores marxistas destacamos os embates teóricos entre Manuel Castells e Henri Lefebvre, sobretudo quando eles divergem sobre o espaço na teoria social crítica. Por último, inseriu-se uma análise acerca dos condomínios fechados e o movimento de segregação e autossegregação no Brasil, para assim concluir o texto com as considerações finais. O artigo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre os conceitos de segregação e autossegregação socioespacial e contribuir ao pensamento geográfico acerca do tema.
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