O MOVIMENTO NEGRO EDUCADOR E O LABORATÓRIO OBSERVATÓRIO DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - LABODR/UFAC

Autores

  • Andressa Queiroz da Silva Universidade Federal do Acre - Ufac
  • Athina Magalhães Alves Universidade Federal do Acre - Ufac
  • Letícia Nogueira Bernardino

Resumo

Este artigo analisa o perfil dos bolsistas do Laboratório Observatório de Discriminação Racial da Universidade Federal do Acre como espaço de produção de conhecimento do movimento negro educador no período de 2016 a 2025. A pesquisa adota abordagem quanti-qualitativa, combinando procedimentos bibliográficos e documentais, e fundamenta-se nos conceitos de Quilombo de Beatriz Nascimento, de Quilombismo de Nascimento (2019) e Movimento Negro Educador de Nilma Lino Gomes (2024). Os resultados evidenciam que o LabODR/Neabi/Ufac foi criado em 2016 a partir da articulação entre o movimento negro acreano e a Ufac, oficializando-se como projeto institucional em 2018. No período analisado, o laboratório contou com 56 bolsistas, dos quais 37 foram heteroidentificados negros e eram do gênero feminino, com distribuição equilibrada entre cursos de bacharelado, com 30 bolsistas, e licenciatura, com 26 bolsistas; destacando-se os cursos de Psicologia, com 9 bolsistas, e História, com 10 bolsistas. A presença de bolsistas brancos aponta para o potencial do laboratório como espaço de letramento racial crítico e formação de aliados antirracistas. Conclui-se que o LabODR/Neabi/Ufac configura-se como uma manifestação contemporânea de quilombismo acadêmico, atuando como espaço de resistência intelectual à colonialidade do saber, polo de retenção de estudantes negros e espaço de formação de futuros profissionais comprometidos com a construção de uma sociedade antirracista.

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Biografia do Autor

Andressa Queiroz da Silva, Universidade Federal do Acre - Ufac

Discente de doutorado no Programa de Pós-graduação em Letras: linguagem e identidade da Universidade Federal do Acre (PPGLI/Ufac). Mestra em Letras: linguagem e identidade e Graduada em Licenciatura em Letras Português pela Universidade Federal do Acre (Ufac). Professora de Língua Portuguesa da Educação Básica na Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Acre (SEE/AC). Pesquisadora no Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Universidade Federal do Acre (Neabi/Ufac).

Athina Magalhães Alves, Universidade Federal do Acre - Ufac

Professora da Educação Básica. Graduada em Licenciatura em História na Universidade Federal do Acre (Ufac). Bolsista no Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Ufac (Neabi/Ufac). 

Letícia Nogueira Bernardino

Discente de Graduação em Psicologia na Universidade Federal do Acre (Ufac). Bolsista no Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Ufac (Neabi/Ufac).

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Publicado

2026-08-18

Como Citar

Silva, A. Q. da, Alves, A. M., & Bernardino, L. N. (2026). O MOVIMENTO NEGRO EDUCADOR E O LABORATÓRIO OBSERVATÓRIO DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - LABODR/UFAC. Revista Em Favor De Igualdade Racial, 9(4), 04–20. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR/article/view/9948

Edição

Seção

DOSSIÊ MOVIMENTO NEGRO EDUCADOR NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE: TRAJETÓRIAS CONSTRUÍDAS ENTRE 2015 E 2025