POLÍTICAS EDUCACIONAIS E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NA AMAZÔNIA ACREANA

O PAPEL DO NEABI DO IFAC – CAMPUS XAPURI

Autores

  • Sileno Dias Universidade Federal do Acre
  • Flávia Rodrigues Lima da Rocha

Palavras-chave:

Neabi, políticas públicas, Estado, igualdade racial, Ifac

Resumo

O artigo analisa o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) do Instituto Federal do Acre, campus Xapuri, como expressão da política pública de promoção da igualdade racial e de uma educação emancipatória no contexto da Amazônia acreana. Fundamentado em autores como Höfling (2001), Gomes (2017), Munanga (1999), Freire (1996), Mota (2021), Lobato (2021), Quijano (2005) e Walsh (2009), o estudo adota abordagem qualitativa e análise documental das Resoluções Consu/Ifac nº 83/2022 e nº 206/2024. A investigação demonstra que o Neabi/Ifac, campus Xapuri, é um espaço político e pedagógico de resistência, responsável por consolidar práticas curriculares inclusivas, promover o diálogo entre saberes locais e contribuir para a construção de uma educação pública antirracista na Amazônia.

 

Palavras-chave: Neabi; políticas públicas; Estado; igualdade racial; Ifac.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sileno Dias, Universidade Federal do Acre

Docente na área de Meio Ambiente do Instituto Federal do Acre (Ifac - Campus Xapuri). Discente do Mestrado em Educação da Universidade Federal do Acre (Ufac). Especialista em Auditoria e Perícia Ambiental pelo Centro Universitário Internacional (Uninter). Graduado em Gestão Ambiental pela Universidade Norte do Paraná (Unopar). Técnico em Agropecuária pela Escola Agrotécnica Roberval Cardoso. E-mail: sileno.dias@ifac.edu.br.

Flávia Rodrigues Lima da Rocha

 Professora da Universidade Federal do Acre (Ufac), atuando no curso de Licenciatura em História e nos Programas de Pós-Graduação em Ensino de História (ProfHistória) e em Educação (PPGE). Professora visitante e pesquisadora na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mestra em Letras: Linguagem e Identidade pela Ufac. Graduada em História pela Ufac. Coordena o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da instituição, o Programa de Extensão Educação Antirracista, o Projeto Afrocientista (âmbito local) e o curso de Especialização em Educação das Relações Étnico-Raciais. É presidenta da Comissão de Heteroidentificação da Ufac e editora-chefe da Revista Em Favor de Igualdade Racial. Lidera o Grupo de Pesquisa "O processo de Construção do Docente em História" e tem experiência com ênfase em ensino de História, ações afirmativas e educação das relações étnico-raciais.

Referências

ACRE. Instituto Federal do Acre. Resolução Consu nº 83/2022, de 22 de julho de 2022. Dispõe sobre a regulamentação dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas no âmbito do Ifac. Rio Branco: Ifac, 2022.

ACRE. Instituto Federal do Acre. Resolução Consu nº 206/2024, de 7 de novembro de 2024. Atualiza as diretrizes e políticas de igualdade racial e inclusão no Ifac. Rio Branco: Ifac, 2024.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília, DF: Mec/Seppir, 2004. Disponível em: https://download.inep.gov.br. Acesso em: 23 mar. 2022.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 19 ago. 2020.

CELLARD, André. A análise documental. In: POUPART, Jean et al. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2008.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GOMES, Nilma Lino. Educação e diversidade: antirracismo, direitos humanos e cidadania. Petrópolis: Vozes, 2017.

GONÇALVES E SILVA, Petronilha Beatriz. Educação das relações étnico-raciais: o que dizem as Diretrizes Curriculares Nacionais. In: MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o racismo na escola. Brasília, DF: Mec/Secad, 2001.

HÖFLING, Eloísa de Mattos. Estado e políticas públicas sociais. Cadernos Cedes, Campinas, v. 21, n. 55, 2001.

LOBATO, Glauber. Políticas de reparação e educação antirracista. Rio de Janeiro: UFRJ, 2021.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 12. ed. São Paulo: Hucitec, 2012.

MOTA, Thiago. Educação antirracista: por uma pedagogia da justiça e da liberdade. Salvador: Editora Ogum’s Toques Negros, 2021.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis: Vozes, 1999.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Revista Internacional de Ciências Sociais, n. 168, 2005.

RIBEIRO, Eduardo. Educação na Amazônia: epistemes da floresta e processos formativos. Manaus: Edua, 2018.

WALSH, Catherine. Interculturalidad, saberes y decolonialidad. Quito: Ediciones Abya-Yala, 2009.

Downloads

Publicado

2026-07-25

Como Citar

Dias, S., & Rocha, F. R. L. da. (2026). POLÍTICAS EDUCACIONAIS E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NA AMAZÔNIA ACREANA: O PAPEL DO NEABI DO IFAC – CAMPUS XAPURI. Revista Em Favor De Igualdade Racial, 9(3), 278–292. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR/article/view/9547

Edição

Seção

ARTIGOS