O ANTIRRACISMO NA SALVAGUARDA DAS MATRIZES DO SAMBA NO RIO DE JANEIRO
Palavras-chave:
Matrizes do Samba no Rio de Janeiro, Salvaguarda, Antirracismo, Patrimônio CulturalResumo
Em 2007, as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro – partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo – foram reconhecidas como Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, a partir da iniciativa do Centro Cultural Cartola – atual, Museu do Samba. Na Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (UNESCO, 2003), realizada em Paris, ficou determinada a instrução de Salvaguarda para todos os bens culturais classificados como “patrimônio cultural imaterial”. Por isso, por meio de uma revisão bibliográfica e documental, procura-se questionar o papel da salvaguarda para as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro, a partir de sua patrimonialização, tendo por referencial teórico a articulação de diferentes autores como: Lima (2014); Londres (2000); Nogueira (2015); Simmel (2006); e Trindade (2010). Dessa forma, foi possível compreender como se faz necessário levar em consideração uma percepção crítica e racial para se pensar o campo patrimonial, de modo a pensar a salvaguarda como uma prática antirracista.
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