DUDA SANTOS E PATRÍCIA FRANÇA
UMA ANÁLISE DO NEGRO NA TELENOVELA RENASCER
Palavras-chave:
Representatividade racial, Diversidade no audiovisual, Telenovela brasileira, Novela Renascer (Remake)Resumo
A telenovela é um elemento central da cultura brasileira desde sua estreia no território nacional, em 1951. Com as medições de audiência realizadas pelo IBOPE, as tramas das novelas buscaram, historicamente, adaptar seu contexto às demandas da audiência. Este artigo explora a trajetória do povo negro no Brasil, desde a escravidão até as recentes conquistas por igualdade, apontando tais avanços como influentes na indústria do entretenimento devido ao clamor por uma representatividade mais efetiva. O remake da novela Renascer (1993), em 2024, ilustra essa tendência, trazendo mudanças para o enredo, e a alteração da raça dos personagens foi uma dessas mudanças. Em Renascer, a reinterpretação da personagem Maria Santa esboça essa transformação; a seleção se dá devido à natureza do papel: como matriarca da família, essa escolha modificou a cor dos descendentes em toda a trama. Enquanto, na versão original, a personagem era interpretada por Patrícia França, uma atriz parda, no remake é Duda Santos, mulher negra retinta, quem assume o papel. O trabalho, de natureza qualitativa exploratória, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, aponta elementos referentes à profundidade da personagem e questiona a mudança na escolha da cor da pele dissociada de uma perspectiva baseada em princípios e na inserção de elementos da cultura afro-brasileira na sua construção.
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