O CURRÍCULO, COLONIALISMO E PODER
A INVISIBILIDADE DO PENSAMENTO DECOLONIAL NO ESPAÇO ESCOLAR
Palavras-chave:
Currículo, Pensamento decolonial, Educação Étnico-Racial, Transformação educacionalResumo
O presente artigo analisa a relação entre o currículo escolar, o colonialismo e as estruturas de poder, destacando como a escola frequentemente opera como um espaço de perpetuação do pensamento colonial. A partir de uma perspectiva decolonial, discute-se como o ambiente educacional reforça o privilégio branco e contribui para a desconexão de estudantes que não se veem representados nos conteúdos e nas práticas pedagógicas. A invisibilidade do pensamento decolonial no espaço escolar é explorada como um reflexo da memória colonial que, ao longo de séculos, marginaliza saberes outros e promove a ideia universalista de ser humano. Diante desse cenário, o artigo defende a necessidade de uma subversão estrutural, que inclui a descolonização do currículo acadêmico, a formação docente crítica e a implementação de políticas públicas efetivas para construir um espaço escolar inclusivo e humanizador. A valorização da diversidade epistêmica, cultural, étnica e religiosa é apresentada como fundamental para romper com a história única e possibilitar a construção de um novo modelo educacional, centrado no respeito às diferenças e na promoção da cidadania plena. Trata-se de um ensaio teórico de natureza qualitativa, fundamentado em revisão bibliográfica crítica, ancorado nas contribuições de Bento (2022), no debate sobre o pacto da branquitude; de Carine (2023), na educação antirracista e na decolonialidade; de Silva (2005), nas discussões críticas sobre currículo enquanto espaço de poder; de Freire (2018), no campo da pedagogia crítica e humanizadora; e de Bagno (2015), nas reflexões sobre linguagem, ensino e preconceito linguístico no contexto escolar.
Diante desse cenário, o artigo defende a necessidade de uma subversão estrutural, que inclui a descolonização do currículo acadêmico, a formação docente crítica e a implementação de políticas públicas efetivas para construir um espaço escolar inclusivo e humanizador. A valorização da diversidade epistêmica, cultural, étnica e religiosa é apresentada como fundamental para romper com a história única e possibilitar a construção de um novo modelo educacional, centrado no respeito às diferenças e na promoção da cidadania plena.
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Referências
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