O CURRÍCULO, COLONIALISMO E PODER

A INVISIBILIDADE DO PENSAMENTO DECOLONIAL NO ESPAÇO ESCOLAR

Autores

  • Vanessa Silva Soares Barbosa Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Renata Lívia de Araújo Santos Universidade Federal Rural de Pernambuco

Palavras-chave:

Currículo, Pensamento decolonial, Educação Étnico-Racial, Transformação educacional

Resumo

O presente artigo analisa a relação entre o currículo escolar, o colonialismo e as estruturas de poder, destacando como a escola frequentemente opera como um espaço de perpetuação do pensamento colonial. A partir de uma perspectiva decolonial, discute-se como o ambiente educacional reforça o privilégio branco e contribui para a desconexão de estudantes que não se veem representados nos conteúdos e nas práticas pedagógicas. A invisibilidade do pensamento decolonial no espaço escolar é explorada como um reflexo da memória colonial que, ao longo de séculos, marginaliza saberes outros e promove a ideia universalista de ser humano. Diante desse cenário, o artigo defende a necessidade de uma subversão estrutural, que inclui a descolonização do currículo acadêmico, a formação docente crítica e a implementação de políticas públicas efetivas para construir um espaço escolar inclusivo e humanizador. A valorização da diversidade epistêmica, cultural, étnica e religiosa é apresentada como fundamental para romper com a história única e possibilitar a construção de um novo modelo educacional, centrado no respeito às diferenças e na promoção da cidadania plena. Trata-se de um ensaio teórico de natureza qualitativa, fundamentado em revisão bibliográfica crítica, ancorado nas contribuições de Bento (2022), no debate sobre o pacto da branquitude; de Carine (2023), na educação antirracista e na decolonialidade; de Silva (2005), nas discussões críticas sobre currículo enquanto espaço de poder; de Freire (2018), no campo da pedagogia crítica e humanizadora; e de Bagno (2015), nas reflexões sobre linguagem, ensino e preconceito linguístico no contexto escolar.

Diante desse cenário, o artigo defende a necessidade de uma subversão estrutural, que inclui a descolonização do currículo acadêmico, a formação docente crítica e a implementação de políticas públicas efetivas para construir um espaço escolar inclusivo e humanizador. A valorização da diversidade epistêmica, cultural, étnica e religiosa é apresentada como fundamental para romper com a história única e possibilitar a construção de um novo modelo educacional, centrado no respeito às diferenças e na promoção da cidadania plena.

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Biografia do Autor

Vanessa Silva Soares Barbosa, Universidade Federal Rural de Pernambuco

 Especialista em Docência e Prática de Ensino em Português e em Tradução de Inglês pela UniAmérica Centro Universitário Descomplica. Graduada em Licenciatura em Letras Português e Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Campus de Serra Talhada (Ufrpe/Uast). E-mail: vanessa.ssoares61@gmail.com

Renata Lívia de Araújo Santos, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Professora associada da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape) e professora colaboradora do ProfLetras/Uast. Doutora e mestra em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), onde também se graduou em Letras (Português/Inglês). E-mail: renatalivia@gmail.com.

Referências

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.

BENTO, Cida. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Brasília, DF: Diário Oficial da União, seção 1, 11 mar. 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm. Acesso em: 4 dez. 2025.

CARINE, Bárbara. Como ser um educador antirracista. 3. ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 65. ed. Rio de Janeiro; São Paulo: Paz e Terra, 2018.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.

RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

SILVA, J. F.; SANTOS, A. R. Tensão entre memória colonial e a memória decolonial na construção do currículo escolar: uma problematização das heranças coloniais. Revista Espaço do Currículo, v. 16, n. 1, 2023.

SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

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Publicado

2026-07-25

Como Citar

Barbosa, V. S. S., & Santos, R. L. de A. (2026). O CURRÍCULO, COLONIALISMO E PODER: A INVISIBILIDADE DO PENSAMENTO DECOLONIAL NO ESPAÇO ESCOLAR. Revista Em Favor De Igualdade Racial, 9(3), 268–277. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR/article/view/8561

Edição

Seção

ARTIGOS