ANTON WILHELM AMO, O FOMENTO DA (RE)EXISTÊNCIA CULTURAL NEGRA
UMA ANÁLISE ENTRE OSTRACISMO E DIREITO À IDENTIDADE
Palavras-chave:
Cultura negra, (Re)existência, Anton Wilhelm Amo, Direito à identidade.Resumo
O cenário de obscurantismo sociocultural negro está intimamente ligado ao período de colonização em que o binômio explorador/explorado ditava um ambiente de submissão. Assim, o presente artigo tem por objetivo geral analisar a situação de ostracismo estabelecida pelo mundo contemporâneo no que diz respeito ao âmbito cultural negro, sobre o qual recai a perspectiva de submissão preponderante quando do período da colonização, tomando como exemplo o primeiro filósofo negro da Alemanha, Anton Wilhelm Amo, elemento que será tratado de maneira sintética, haja vista a imensidão histórica que o fundamenta. Com esse intento, a fim de descrever os principais elementos que contribuem para tal fenômeno, tem-se como objetivos específicos: 1) compreender a importância do fomento ancestral no eixo teórico; 2) analisar a mitigação do fomento cultural negro na sociedade; 3) averiguar o processo de descartabilidade do direito à identidade cultural negra numa sociedade de relações líquidas. Utilizou-se, para tanto, a metodologia descritiva albergada na revisão bibliográfica. Por fim, serão apresentadas as conclusões extraídas do problema analisado, a fim de apontar possíveis soluções para o resguardo e o fomento da(re)existência histórico e cultural negro enquanto forma de direito à própria identidade, sem, no entanto, encerrar efetivamente a discussão estabelecida.
Downloads
Referências
BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.
CORRÊA, Darcísio; CORRÊA, Tobias Damião. O ser-no-mundo e a política da vida: questões acerca da descartabilidade humana e planetária. Revista Direitos Humanos e Democracia, Ijuí, ano 1, n. 1, p. 88-115, jan./jun. 2013.
DANTAS, Luis Thiago Freires. Filosofia desde África: perspectivas descoloniais. 2018. 231 f. Tese (Doutorado em Filosofia) – Ciências Humanas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.
GOMES, Nilma Lino. Sem perder a raiz: corpo e cabelo como símbolos da identidade negra. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
KOZICKI, Katya; CHUEIRI, Vera Karam de. Estudos em direito, política e justiça: hermenêutica, justiça e democracia. Curitiba: Juruá, 2006.
LIMA, Marcus Eugênio O.; FRANÇA, Dalila Xavier de; FREITAG, Raquel Meister Ko. (org.). Processos psicossociais de exclusão social. São Paulo: Blucher, 2020.
MACHADO, Vanda. Intolerância religiosa: vigiando e punindo. In: PRÉ-CONFERÊNCIA MUNDIAL CONTRA O RACISMO, DISCRIMINAÇÃO E INTOLERÂNCIA CORRELATA, 2001, Salvador. Anais [...]. Brasília: Ministério da Justiça, Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, 2001. v. 1. p. 449-476.
MAKOOI, Bahar. La France, fer-de-lance de la restitution d’objets d’art africains. France 24, [s. l.], 9 nov. 2021. Disponível em: https://tinyurl.com/43z8n9x6. Acesso em: 30 abr. 2022.
MORAES, Guilherme Peña de. Curso de direito constitucional. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
MOTA, Myriam Brecho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997.
OLIVEIRA, Barbara Rodrigues de. A rainha egípcia na modernidade: uma análise da imagem de Cleópatra VII a partir do filme Cleópatra, de 1963. 2014. 82 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação História) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014.
OMOREGBE, Joseph I. Filosofia africana: ontem e hoje. Tradução de Renato Nogueira Jr. Título original: African philosophy: yesterday and today. In: EZE, Emmanuel Chukwudi (ed.). African philosophy: an anthology. Malden: Blackwell Publishers, 1998. p. 3-8. Disponível em: https://tinyurl.com/5f3ttfcx. Acesso em: 19 set. 2023.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração Universal da Unesco sobre a Diversidade Cultural. Adotada por ocasião da 31ª sessão da Conferência Geral da Unesco, Paris, 2 de novembro de 2001. Paris: ONU, 2002. Disponível em: https://tinyurl.com/uzdrxtx9. Acesso em: 5 maio 2022.
POLÊMICO 'Cleópatra', com Elizabeth Taylor e Richard Burton, faz 50 anos. G1, [s. l.], 12 jun. 2013. Disponível em: https://tinyurl.com/2s9hwumd. Acesso em: 2 abr. 2022.
PRANDI, Reginaldo. Exu, de mensageiro a diabo: sincretismo católico e demonização do orixá Exu. Revista USP, São Paulo, n. 50, p. 46-65, 2001.
(RE)ANCESTRALIZAR as vozes através das filosofias africanas. [S. l.]: TEDx Talks, 7 out. 2019. 1 vídeo (15 min 36 s). Disponível em: https://tinyurl.com/27tp628e. Acesso em: 4 abr. 2022.
REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês (1835). São Paulo: Brasiliense, 1986.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
SÁ MOREIRA, F.; RAYMUNDO, E. S. Estudos sobre a vida e o pensamento de Anton Wilhelm Amo. Amo Afer – Online, [s. l.], 2019. Disponível em: https://tinyurl.com/3xzayzkz. Acesso em: 2 abr. 2022.
SIMONE de Beauvoir, l'aventure d'être soi. Un documentaire de Fabrice Gardel et Mathieu Weschler. [S. l.: s. n.], 2021. 1 vídeo (55 min 48 s). Disponível em: https://tinyurl.com/yc4wm2nt. Acesso em: 5 abr. 2022.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Nailton da Silva Santos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.



