EXU, MEMÓRIA E HISTÓRIA
O CAMINHO PARA UMA EDUCAÇÃO CENTRADA NO ALUNO
Palavras-chave:
Pedagogia Decolonial, Memória, Exu, IdentidadeResumo
Este artigo apresenta uma reflexão sobre o papel da história e da memória na educação, defendendo uma prática pedagógica que coloca o estudante no centro do processo de aprendizagem. Para isso, parte-se do problema de como sustentar o compromisso ético da intervenção docente diante de barreiras sociais, institucionais e simbólicas que, muitas vezes, impedem a efetivação de uma política educacional ética e centrada no aluno. Nesse horizonte, a análise se orienta por uma pedagogia decolonial guiada pela categoria “exusíaca”, conforme formulada por Luiz Rufino na Pedagogia das Encruzilhadas, de modo que Exu seja mobilizado como princípio de movimento, comunicação e abertura. Assim, a memória não é compreendida apenas como registro do passado, mas como força ativa na produção de identidades, o que implica reconhecer que lembrar também é disputar sentidos e tensionar estruturas coloniais ainda presentes no campo educativo. Desse modo, o texto discute caminhos para transformar a sala de aula em um espaço plural e inclusivo, no qual o aprendizado se intensifica quando as múltiplas histórias, corpos e vozes trazidas pelos estudantes deixam de ser margens e tornam-se matéria pedagógica. Por fim, propõe-se uma prática crítica e criativa, comprometida com a justiça social, na qual a historiografia, a memória e as epistemologias afro-brasileiras operam como alternativas à racionalidade escolar moderna.
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