ENTRE OS “FLOWS” BEM ENCAIXADOS E OS “BEATS” ACELERADOS
O TRAP COMO POSSIBILIDADE PARA UM ENSINO DE HISTÓRIA ANTIRRACISTA
Palavras-chave:
Trap, Ensino de História., Cultura negra, PeriferiaResumo
Este artigo analisa o Trap como possibilidade para um ensino de História antirracista. O estudo surge de vivências na periferia da cidade de Lagoa de Itaenga, Zona da Mata Norte de Pernambuco, onde a música e outras expressões culturais negras atuam como forma de resistência e afirmação identitária. O estudo discute como a música reflete o cotidiano e os problemas enfrentados pelas populações negras, além de tratar temas como: racismo, desigualdades sociais e exclusão educacional. Com base em letras de artistas, o artigo demonstra como as composições do Trap expressam o empoderamento negro, críticas sociais e resistência indígena. A pesquisa fundamenta-se em estudos de intelectuais negros, como: Cida Bento e Kabengele Munanga, reforçando a necessidade de um Ensino de História que valorize a produção científica de pretos e pretas, garanta visibilidade e combata o epistemicídio. O desdobramento do trabalho versa sobre a problematização e o contexto sociorracial da criação da cultura do Trap no cenário nacional e suas músicas como conteúdo para um Ensino de História antirracista. Defende-se que a inclusão do Trap no ensino promove uma educação mais inclusiva e decolonial, possibilitando aos estudantes, sobretudo, de localidades periféricas, um olhar mais crítico e atuante sobre as relações raciais, sociais, culturais e políticas no nosso país. Ao utilizar letras de músicas nas salas de aula, o trabalho busca contribuir para a aplicabilidade da Lei nº 10.639/2003, ampliando as possibilidades de pôr em prática um trabalho de letramento racial por meio das expressões culturais negras.
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Referências
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