17 Anos de Disputas Paradigmáticas na Educação Especial Brasileira
Avanços, Rupturas e Retrocessos
DOI:
https://doi.org/10.29327/268346.9.23-23Palavras-chave:
Disputas Paradigmáticas; Política Nacional de Educação Especial; Perspectiva Biopsicossocial; Inclusão e Segregação; Análise Documental Comparativa.Resumo
Este ensaio teórico analisa criticamente a trajetória das políticas nacionais de Educação Especial no Brasil entre 2008 e 2025, examinando os Decretos nºs 6.571/2008, 10.502/2020 e 12.686/2025. Identifica um movimento dialético marcado pela consolidação do paradigma inclusivo em 2008, uma ruptura conservadora em 2020 com o retorno a perspectivas integracionistas e a reafirmação sofisticada da inclusão em 2025. A análise demonstra que a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (2025) avança ao instituir uma Rede Nacional de apoio, adotar a perspectiva biopsicossocial e detalhar instrumentos como o Plano de Atendimento Educacional Especializado, representando uma síntese potencial dos avanços conceituais de 2008 com mecanismos robustos de implementação. Conclui-se que a efetividade da política atual depende da superação de desafios históricos como o financiamento adequado, a formação docente e a transformação cultural das escolas.
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