A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COMO PRÁTICA FILOSÓFICA
diálogos entre razão, cultura e emancipação
DOI:
https://doi.org/10.29327/268346.9.23-14Palavras-chave:
educação matemática., filosofia da educação, cultura, emancipação, crítica social.Resumo
Este artigo discute a educação matemática a partir de uma perspectiva filosófica, cultural e emancipatória. Partindo da crítica à concepção tecnicista e instrumental do ensino, problematiza-se a necessidade de ressignificar a matemática como linguagem simbólica e política, situada em contextos sociais e históricos. O estudo, de caráter qualitativo e bibliográfico, dialoga com autores clássicos, como Platão, Descartes e Kant, e contemporâneos, como Freire, Skovsmose e D’Ambrosio, além de contribuições da pedagogia crítica e da etnomatemática. A análise evidencia que a matemática não é neutra, mas atravessada por disputas de poder e práticas culturais, podendo atuar tanto como instrumento de dominação quanto de emancipação. Defende-se uma abordagem pedagógica que articule razão, cultura e justiça cognitiva, promovendo uma formação integral e crítica. Conclui-se que ensinar matemática é um ato ético e político, capaz de fomentar autonomia, cidadania e transformação social.
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