CONVERSAS QUE RESSIGNIFICAM A MATEMÁTICA

diálogos formativos, atividades criativas e ressignificação de saberes nos cotidianos escolares.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/268346.9.22-3

Palavras-chave:

Formação docente; Ensino da Matemática; Cotidiano Escolar.

Resumo

O artigo reflete sobre a metodologia da conversa, adotada em um curso de aperfeiçoamento docente no ensino da Matemática, no âmbito da extensão universitária, e como pode contribuir para ressignificar as representações sobre a disciplina para docentes da educação básica. A formação é orientada pelo diálogo e a escuta como práticas formativas e investigativas com intuito de promover aprendizagem, trocas de experiências e dúvidas entre pares inserindo-se, epistemopoliticamente, no campo de pesquisa dos Cotidianos Escolares. É a partir das narrativas das cursistas, que são identificados os sentidos construídos acerca da Matemática, bem como as mudanças na percepção sobre a disciplina. Destacam-se indícios de ressignificação das representações da disciplina, tradicionalmente marcadas por percepções de dificuldade, desvalorização do erro e supervalorização da rapidez, em detrimento de um pensamento profundo, reflexivo e conectado com os saberes dos estudantes. A formação contínua, sustentada em propostas didáticas abertas, criativas e colaborativas, contribui para a reconstrução do lugar da Matemática no cotidiano escolar das docentes, promovendo o reconhecimento de seus saberes, mas também fortalecendo-as com novas práticas pedagógicas que reforçam a importância de atividades profundas e com potencial de promover conexão entre as diferentes áreas da Matemática. Valoriza-se, assim, um ensino que favorece a autoria docente, a expressão do pensamento matemático e o protagonismo discente na construção do conhecimento, em consonância com perspectivas contemporâneas da Educação Matemática crítica e inclusiva.

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Biografia do Autor

Soymara Vieira Emilião, UERJ

Doutorado e Mestrado em Educação, Professora Adjunta da UERJ e Pedagoga da Rede Municipal de Niterói, Coordenadora da Disciplina de Psicopedagogia, CEDERJ/UNIRIO. Especialista em Psicopedagogia. Coordenadora do projeto de extensão "Conversas entre professorXs: alteridades e singularidades "no CAp/UERJ. Coordenadora do Programa de Extensão do Departamento de Ensino Fundamental. Coordenadora do curso de extensão ConMat: Conversas matemáticas com professoras alfabetizadoras. Membro do Projeto de Pesquisa ConPAS e Polifonia .Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Alfabetização e Letramento. Pesquisadora APQ1 FAPERJ 2023

Julia Tavares de Carvalho, Universidade do Estado do Rio de Janeiro- UERJ

Pedagoga, Mestra em Educação pela UFRJ e doutoranda no PPGE/UFRJ. Ocupa o cargo de Professora Assistente no CAp-UERJ (2015-atual). Coordena o projeto de extensão "Matemáticas e mentalidades: comportamentos de ensino e de aprendizagem". Tem interesse nos processos de ensino e aprendizagem de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental, currículo, avaliação, metodologias ativas e neurociências.

Eduarda de Jesus Cardoso, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

Doutoranda em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, mestre em Ensino de Matemática pela UFRJ (2016), possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2013). Atualmente atua como professora assistente de Matemática do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira CAp-UERJ. Coordena o projeto de extensão POPOMAT - Projeto de Preparação para Olimpíadas Matemáticas e colabora com os projetos de Extensão: Matemáticas e Mentalidades: comportamentos de Ensino e Aprendizagem, LEMAT - Laboratório de Ensino em Matemática e POPINFO - Projeto de Preparação para Olimpíadas de Informática, todos lotados no CAp-UERJ.

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Publicado

07.09.2025

Como Citar

EMILIÃO, Soymara Vieira; CARVALHO, Julia Tavares de; CARDOSO, Eduarda de Jesus. CONVERSAS QUE RESSIGNIFICAM A MATEMÁTICA: diálogos formativos, atividades criativas e ressignificação de saberes nos cotidianos escolares. Communitas, Rio Branco, v. 9, n. 22, p. e8748, 2025. DOI: 10.29327/268346.9.22-3. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/8748. Acesso em: 11 jul. 2026.

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