DA COMODIDADE À COMUNIDADE EM CALAMIDADE: ATENDIMENTO ÀS PESSOAS DESA(/O)BRIGADAS PELO RIO ACRE

Mychael Douglas Souza de Almeida

Resumo


Este artigo buscou compreender e apresentar as vivências profissionais com as pessoas em situação de abrigo público diante da enchente do rio Acre na cidade de Rio Branco, em 2015. Trata-se de um relato de experiência que, após sua ‘gestação e parto’, objetiva apresentar as impressões profissionais captadas a partir da relação profissional-família. Para tanto, esta publicação tece algumas considerações acerca da bacia hidrográfica do rio Acre, a organização da cidade de Rio Branco em seu derredor, além da dificuldade vivenciada nas enchentes que nela ocorre, bem como a política pública de Assistência Social às famílias que vivem às margens do rio. Ademais, expõe-se sobre as experienciações com as famílias a partir da relação de ajuda em suas nuances, tendo como balizador para a prática pessoal-profissional a Abordagem Centrada na Pessoa e sua disposição atitudinal-afetiva que favorece à efetividade das relações humanas e, inquietações e críticas sob o prisma da Psicologia na/da Comunidade como meio de aproximação às famílias. Por fim, evidencia-se a angústia como sensação mais intensa vivida diante do cenário de desastre e dor; angústia esta que move o autor ao desconforto e à busca de posicionamentos profissionais neste aspecto situacional, os quais serão descritos neste relato, contendo elos contextuais entre nordestinos e acrianos.


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