TOXICOMANIA, UM DISCURSO SEM PALAVRA?

Halanderson da Silva Pereira

Resumo


Este artigo tem como objetivo realizar algumas reflexões sobre o fenômeno da toxicomania, pontuando as contribuições da psicanálise para o estudo dessa temática, que atualmente passou a ser considerada um problema de saúde coletiva. A partir do atendimento psicológico a usuários de substâncias psicoativas de um Centro de Atenção Psicossocial de Porto Velho, o uso das drogas surge com outras funções além de ser um entorpecente, desvelando um emaranhando de relações que o sujeito estabelece com o objeto/droga, fonte de gozo e representante de sua falta constituinte.

Texto completo:

PDF

Referências


Amarante P. (2001). Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz.

Ávila, M. T. (2010). A perspectiva da psicanálise no futuro das toxicomanias. 2010. Recuperado em 17 de mai. de 2015,: .

Bastos, A. D. A. (2009). Considerações sobre a clínica psicanalítica na instituição pública destinada ao atendimento de usuários e/ou outras drogas. Dissertação de Mestrado, Instituto de Psicologia, Universidade do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

Birman, J. (1997). Toxicomanias: Uma Abordagem Clínica. Introdução. Rio de Janeiro, NEPAD/UERJ: Sette Letras.

_____. (2005). O mal-estar na modernidade e a psicanálise: a psicanálise à prova do social. Physis, Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 15(Suppl.). 203- 224.

Bittencourt, L. (1993). A Clínica das Entrevistas Preliminares nas Toxicomanias: a desmontagem da demanda de tratamento. In: Cadernos do Nepad. P. 12-18. Rio de Janeiro.

Brasil. Lei 10.216, de 6 de abril de 2001

_______. (2004). Ministério da Saúde. A política do Ministério da Saúde para a Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas. Brasília: Ministério da Saúde.

Carlini, E. A. et al. (2002). I Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil: estudo envolvendo as 107 maiores cidades do país – 2001. São Paulo: CEBRID-UNIFESP.

_______. (2005). II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil: estudo envolvendo as 108 maiores cidades do país – 2005. São Paulo: CEBRID-UNIFESP.

Conte, M. (2002). Necessidade, demanda, desejo: os tempos lógicos na direção do tratamento nas toxicomanias. Revista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre, maio, a. 11, n. 24, p. 41-59.

Cruz, W. F. O. (2003). Intoxicação e exclusão social. Revista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre, maio, a. 11, n. 24. p. 19-39.

Chaves, E. Toxicomania e transferência. (2006). Mestrado em Psicologia Clínica. Universidade Católica de Pernambuco, Recife.

Freud, S . (1996). O mal-estar na civilização . In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. (J. Salomão, trad., Vol. 1). Rio de Janeiro: Imago (Trabalho original publicado em 1930).

Furtado, Juarez Pereira. (2006). Avaliação da situação atual dos Serviços Residenciais Terapêuticos no SUS. Ciência & Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 11, n. 3.

Inen, C. L. (1998). Eclipse do desejo. In: Bentes, L; Gomes, R. F. (orgs). O brilho da felicidade. Rio de Janeiro: Contra Capa livraria.

Lacan, J. (1985). O seminário, livro 20. Mais, ainda. Rio de Janeiro: Zahar.

Lemos, I. (2004). O gozo cínico do toxicômano. Mental, Barbacena, v. 2, n. 3. 51-60. Recuperado em 04 abr. 2015, de SciELO (Scientific Eletronic Library Online): www.scielo.br

Gianesi, A P. L. (2005). A toxicomania e o sujeito da psicanálise. Psychê, São Paulo, v. 9, n. 15, jun., 125-138. Recuperado em 12 mar. 2015, de SciELO (Scientific Eletronic Library Online): www.scielo.br

Gurfinkel, D (1995). A pulsão e seu objeto-droga: estudo psicanalítico sobre a toxicomania. Petrópolis: Vozes.

Nasio, J-D. (1993). Cinco lições sobre a teoria de Jacques Lacan. Rio de Janeiro: Zahar.

Santos, C. E.;Costa-Rosa, A. (2007). A experiência da toxicomania e da reincidência a partir da fala dos toxicômanos. Estud. psicol. (Campinas), Campinas, v. 24, n. 4. 487-502, 2007. Recuperado em 7 mai. 2015, de SciELO (Scientific Eletronic Library Online): www.scielo.br

Santiago, J. (2001). A droga do toxicômano: uma parceria cínica na área da ciência. Rio de Janeiro: Zahar.

_______. (2001b). Lacan e a toxicomania: efeitos da ciência sobre o corpo. Ágora, Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, June, 23.32. Recuperado em 15 mai. 2015, de SciELO (Scientific Eletronic Library Online): www.scielo.br

Torossian, S. D. (2003). De qual cura falamos? Relendo conceitos. Revista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre. p. 9-15. Recuperado em 4 de mar de 2015:

Vorcano, A. (2004). Seria a toxicomania um sintoma social?. Revista Mental - ano II - n. 3 - Barbacena - nov. - p. 61-73


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


CHAMADA DE TRABALHOS PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA PSICOLOGIAS

Em consonância com a política editorial definida pelo comitê científico da revista Psicologias, os textos que podem ser aceitos para publicação devem ser submetidos via plataforma OJS – Open Journal Systems, pelo endereço revistas.ufac.br/revista/index.php/psi, onde o interessado dará início à inserção dos dados, a partir da criação de um perfil, clicando na aba “CADASTRO”. Antes de confirmar o cadastro, verifique se a opção “Autor: pode submeter à revista” está devidamente marcada.

ESTRUTURA PARA SUBMISSÃO DE ART- ARTIGOS ORIGINAIS: artigos científicos, relatos de experiências ou estudos de caso (s).

 

Os textos deverão destacar os seguintes itens:

  1. Título
  2. Autor (es)
  3. Resumo
  4. Abstract
  5. Palavras-chave
  6. Introdução: Justificativa e objetivos
  7. Fundamentação teórica e metodológica
  8. Discussão dos resultados
  9. Conclusão (ões)
  10. Bibliografia
  11. Dados dos autores: currículo resumido, vinculação do (s) autor (es), instituição, telefone, E-mail e foto.

 

São imperativas as seguintes regras:

 

i)                    Os títulos e nomes dos autores devem ser centralizados e separados por espaços duplos entre linhas. Os títulos em letras maiúsculas e minúsculas e em negrito. É permitido incluir dedicação abaixo do título e identificação do autor abaixo de seu nome. Essas inclusões devem ser feitas em letras com tamanho 9,0 pontos.

ii)                  O corpo do texto deve ser apresentado em papel tamanho A4, com margem superior e interior medindo 2,5 cm e margem direita e esquerda medindo 3,0 cm, na fonte Times New Roman, com fonte 12 pontos, espaçamento de linha igual a 1,5 e alinhamento justificado, não excedendo 25 laudas.

iii)                Citações devem figurar entre parênteses e conter o (s) sobrenome (s) do (s) autor (es) em corpo menor, o ano em que o trabalho citado foi publicado e o (s) número (s) da (s) página (s) referente (s) a cada citação de acordo com as normas da American Psychological Association – APA em vigor.   

iv)                As referências bibliográficas devem estar de acordo com as normas da American Psychological Association - APA em vigor.